quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Biodiversidade


     O termo biodiversidade - ou diversidade biológica - descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.

   Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.A diversidade biológica está presente em todo lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de água sulfurosas. A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na base dos ecossistemas.
     Como elas florescem com mais intensidade nas áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos, como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.

                           Brasil o país da megadiversidade 
   Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da "megadiversidade": aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bastante divulgado, por exemplo, o potencial terapêutico das plantas da Amazônia.





                    Principais ameaças à Biodiversidade

Poluição.
A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção.
  
A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.

A sociedade moderna - particularmente os países ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às florestas.

A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até o limiar da extinção.

A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.

A introdução de espécies animais e vegetais em diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país.

Sapo Cururu
Um caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste do país.

O animal revelou-se um predador voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais para os produtores, e não uma solução.








               Protegendo à Biodiversidade 

Biodiversidade - É vida , é a nossa vida.

Com o que comemos:
1 – Preferir produtos agrícolas;
2 – Comprar preferencialmente produtos da região em que vivemos;
3 – Privilegiar os frutos da estação;
4 – Evitar o consumo de alimentos industrializados;
5 – Diversificar as fontes alimentares, embora com predomínio dos produtos vegetais;
6 – Minimizar o desperdício de alimentos.

Com o que compramos:
1 – Comprar apenas aquilo que realmente necessitamos;
2 – Selecionar artigos com embalagens mínimas;
3 – Praticar a reutilização ou aproveitamento para outros fins de artigos usados;
4 – Privilegiar produtos com elevada durabilidade;
5 – Evitar produtos, sobretudo artesanais (decorativos, etc.), com matérias provenientes de espécies em risco (como o coral negro);
6 – Investir em artigos elaborados com material reciclado.

Com o modo como gerimos água e energia:
1 – Consumir menos água engarrafada;              
2 – Poupar a água usada na lavagem e na rega;
3 – Não deixar aparelhos ligados em stand by;
4 – Preferir os transportes “ecológicos “(bicicleta, automóveis híbridos ou movidos a gás, ou o transporte público);
5 – Usar em casa lâmpadas fluorescentes em vez de incandescente;
6 – Reduzir a utilização de matérias derivados do petróleo (como plásticos e filtros, etc.).
7 – Promover a reciclagem.





Equipe Forasteiros.

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